quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Critica ao filme, "O homem ao lado" de Gastón Duprat e Mariano Cohn

O filme retrata de uma forma humorística e caricata a posição do protagonista, Leonardo, um designer bem sucedido, professor famoso e arrogante, amante da arquitetura que mora na famosa Casa Curutchet de Le Corbusier; e a posição de seu vizinho, Victor, um homem comum típico “machão” que possui estilo de vida, valores e ideiais vistos como inferiores pelo designer e por sua elite pseudointelectualizada. 

A todo momento durante o filme a casa de Le Corbusier é visitada e fotografada por turistas, curiosos e alunos de arquitetura, o que não parece incomodar e, muito menos, tirar a privacidade do protagonista e de sua família. Porém, no momento em que o vizinho, durante uma reforma da casa visando a melhor iluminação de sua sala, abre uma janela voltada diretamente à casa do designer, este, por não entender e não aceitar a necessidade do outro, se revolta e se sente ameaçado pela falta de privacidade gerada pela janela.

Além de nos fazer refletir sobre a subjetividade da arte e os pontos de vistas de leigos e arquitetos, os conflitos gerados durante todo o enredo do filme nos fazem perceber a critica em ambos pontos de vista, tanto à exagerada idolatração da arquitetura quanto a ideia e sentimento de privacidade.

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